GUIA PARA PRINCIPIANTES NO VEGANISMO

9 dicas fundamentais

Hoje vou-vos ajudar a comer de uma forma mais saudável e a viver de uma maneira mais sustentável. Este vídeo é um guia para iniciantes no veganismo, em 9 pontos, para tirar dúvidas, desmistificar e simplificar.

O meu objectivo não é tornar o veganismo numa religião nem obrigar-vos a tornarem-se vegan. Façam o que acharem certo para vocês, e não precisam de ver este vídeo ou de comentar negativamente só porque é uma abordagem diferente da vossa.

Há imensos preconceitos relativamente ao veganismo, que não passam de mitos. Que é mais cara, que não é nutricionalmente suficiente, que se tem de ir ao médico todos os meses, que precisa de ser nutricionista para conseguir comer, que demora muito tempo, enfim. Tudo isso não passam de mentiras fáceis de desmontar. Para começar estas são as minhas dicas:

1 Comece com a cabeça aberta

Antes de mais, comece sem medo de mudar, sem preconceitos e com vontade de explorar. Entre num modo de abundância, não de privação. Não pense no que vai deixar de comer, pense em tudo aquilo que vai experimentar de novo. É uma alimentação variada, criativa e abundante. Só não come peixe e carne, de resto vai descobrir novas maneiras de cozinhar, novos alimentos e novos sabores!

2. Revolucione o prato

 

Estamos habituados nos últimos 50 ou 100 anos a dividir o prato em proteína e acompanhamentos. Isto significa bife com batatas, peixe com arroz, eventualmente uns legumes frouxos cozidos. É como se dividíssemos o prato em 2. Agora vamos revolucionar o prato: os legumes têm superpoderes, encha o prato com eles. E depois ¼ com proteína vegetal, ¼ com cereais integrais. E adicionamos sementes, oleaginosas, fruta, enfim, tudo o que a terra e o mar nos der de forma ética e sustentável.

3. As 3 etapas

Quando começamos a comer de uma forma mais saudável e vegan, geralmente passamos por 3 etapas.

Na 1ª vamos experimentando novas receitas e fazemos as nossas receitas com um twist – como tofu à brás, feijoada sem carne, pasteis sem bacalhau.

E como estamos habituados a dividir o prato em proteína e acompanhamento também é habitual nesta fase trocarmos a carne e peixe por coisas que se parecem com carne e peixe, como hambúrgueres vegetais, nuggets de frango a fingir, etc.

Na 2ª fase o seu prato começa a sofrer uma revolução. Mais legumes. Mais diversidade. Mais curiosidade. A sua energia começará a aumentar significativamente e isso vê-se. Esta é uma fase de transição para a terceira, em que começa a estar mais em contacto com o seu corpo, tem mais clareza mental, o seu prato terá mais cores e o seu intestino estará mais feliz.

Na 3ª fase já há mais sistematicamente mais legumes e mais leguminosas, e a sua despensa e o frigorífico já estão bem apetrechados do que precisa. Já está em modo automático e possivelmente a repensar noutras escolhas da sua vida, geralmente ligadas ao que consome ou compra para além do que come – irá tentar fazê-las de uma forma mais consciente, sustentável e ética.

4. Lidar com os críticos

 

Sempre que alguém faz uma mudança, mesmo que seja para melhor, todas as pessoas ou ficam muito preocupadas ou ficam críticos. Porque, na verdade, todos temem mudanças, nós somos bichos de rotinas.

Lembre-se que melhor do que qualquer argumento é ser um exemplo a seguir. Deixe-os falar. Rapidamente, com uma boa alimentação, vai sentir-se maravilhosamente bem e isso vê-se por fora. A comida vai começar a saltar aos olhos de todos, que vão querer experimentar.
E vai chegar o momento que os seus colegas e familiares vão começar a querer saber mais e experimentar o que faz.

Inspire em vez de criticar!

5. Quantidade

 

As quantidades que estamos habituados a comer numa alimentação com carne e peixe podem ser diferentes porque os legumes não enchem tanto e não têm tantas calorias. Vá ajustando as quantidades ao longo do tempo, o corpo vai se habituando. Coma quando tiver fome., mas sempre comida nutritiva.

6. Revolucione a sua despensa

 

As compras hão-de ter de mudar também. Mas não é preciso mudar tudo de uma vez. Com o tempo vai descobrir o que melhor se adequa a si e ao seu porta moedas.
Pode saber mais sobre o que ter na despensa no meu outro vídeo “essenciais da despensa vegan”

7. Pus o pé na poça

 

Se há um ou outro dia em que comeu algo de diferente ou menos saudável, está tudo bem. Não é o fim do mundo. Continue e volte sem pesos na consciência. Não há regras. Faça o melhor que sabe.

8. Foque nos porquês

 

Relembrar o que é que nos move é fundamental. Se é para sermos mais saudáveis, se é para sermos mais sustentáveis, se é por compaixão pelos animais, o que quer que seja: relembre os seus porquês. Foque-se nos ganhos, sempre de uma maneira positiva.

9. Não precisa de ser um super-herói

 

Não é porque se torna vegan que precisa de ser o mais vegan, o mais minimalista, o mais zero waste, o mais yogi e o mais maratonista. Faça o que puder por si pelos outros. Se cada um de nós fizesse um bocado, nem que fosse imperfeito, o mundo já era bem melhor!

Espero que estas dicas sejam úteis e que possa começar a comer de uma forma mais saudável, mais sustentável, mais consciente e absolutamente deliciosa!

 

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